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QUEM ME TOCOU?

“Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?]. Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.” (Lucas 8:45, 46).

Bom dia!

Jesus havia se posto a caminho da casa de Jairo, o chefe da sinagoga, que havia lhe suplicado para ir curar sua filha, mas as multidões o apertavam por todos os lados. Para entender melhor, podemos pensar em uma multidão apertando uma celebridade em nosso tempo. As pessoas tocam, apertam, choram, puxam e empurram. É um caos. É provável que os discípulos passassem muito aperto tentando livrar Jesus desses tumultos.

Nesse ambiente caótico, Jesus parou de repente e fez uma pergunta sem sentido algum: “Quem me tocou?”
Pedro deve ter olhado para João e perguntado: “O quê???” O Senhor, entendendo o estranhamento de Pedro, afirmou: “Alguém me tocou, pois de mim saiu poder!”

Lucas informa que uma mulher doente há doze anos, sofrendo terrivelmente com uma hemorragia e que gastara tudo o que tinha com os médicos, vindo por trás, tocou a orla da veste de Jesus. Não tocou o seu corpo, tocou a borda de sua roupa. O vestuário comum naquela época incluía uma túnica (parecida com uma batina) e uma capa que ficava sobre a túnica. A mulher, provavelmente, tocou a beirada da capa! Naquele contexto de empurra, empurra e opressão, ela conseguiu tocar na orla da veste e foi o suficiente!

Neste mundão de quase oito bilhões de pessoas, estima-se que 2,4 bilhões são cristãos. Claro que os cristãos, de alguma forma, oferecem orações e buscam o Senhor Jesus. Porém, quantos somos bem-sucedidos em fazer sair poder dele? Em tocar na orla de suas vestes?

No meio da multidão que tocava Jesus, apenas uma mulher (segundo o relato) alcançou a bênção. Ela já não possuía recursos materiais e havia visitado muitos médicos a buscar sua cura, mas não perdeu a esperança, nem a fé. Ao encontrar Jesus, sem se importar com os obstáculos, sem olhar para suas limitações, ela acreditou: “Se eu ao menos tocar suas vestes, ficarei livre do meu mal”.

Enquanto Jesus diz que basta uma fé do tamanho de um grão de mostarda para acontecer um grande milagre, Tiago diz que o homem que duvida não alcançará de Deus bem algum.

Infelizmente, nós vivemos em um tempo em que a dúvida é estimulada como visão de mundo e a fé é criticada como superstição. Apesar disso, muitos nos aproximamos, seguimos e até oprimimos Jesus com a multidão, mas não experimentamos seu poder. Como aquele Pai que foi até Jesus para buscar a cura de seu filho, podemos falar para Ele: “Senhor, ajuda-nos em nossa falta de fé.”

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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