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“Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou: Quem dizem as multidões que sou eu? Responderam eles: João Batista, mas outros, Elias; e ainda outros dizem que ressurgiu um dos antigos profetas.” (Lucas 9:18,19).

Bom dia!

Nesses tempos de redes sociais e de abundância de informações, é assustador como todo dia surge uma palavra, uma revelação, uma profecia, uma mensagem, uma advertência, ou qualquer outra coisa anunciando o fim do mundo.

O tempo é, de fato, apocalíptico, os homens, como adverte o apóstolo Paulo, são egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes, ingratos, irreverentes, sem amor, sem domínio de si, cruéis, traidores e mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. O momento em que vivemos, se encaixa, perfeitamente, nos chamados “últimos dias”, os quais Paulo advertiu seu discípulo Timóteo (2 Timóteo 3:1-9).

No tempo de Jesus, havia grande expectativa a respeito da chegada do Ungido de Deus, o Messias, aquele que viria para redimir Israel. Por isso, acontecia o debate a respeito da identidade de Jesus: Ele é Elias! É um dos profetas antigos ressurgiu. É João Batista.

João Batista, quando teve dúvidas a respeito da identidade de Jesus, enviou-lhe mensageiros para perguntar: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Lucas 7:19).

Enquanto isso, as redes sociais pegam fogo: tsunamis destruirão o Brasil, sinais de trombetas no céu de Israel, alguém vai falar sobre o implante do chip, a vacina é o sinal da besta… Deus tenha misericórdia. Nesse ambiente sem controle, as pessoas distribuem mensagens apócrifas, sem a mínima avaliação e critério.

Lembro-me quando trabalhava em Valadares e um amigo entrou em minha sala apavorado e disse: “Caiu um avião em nossa área. Há muitas vítimas. Vou fazer uma declaração para a imprensa!”
– Calma! Respondi. Quem está no local?
– Ninguém, ainda.
– Manda uma viatura no local para confirmar o acidente e verifique se os Bombeiros foram acionados. Passados alguns minutos… Era boato, histeria.

É preciso ser simples como as pombas e prudente, como as serpentes. Os dias são maus, porém Deus está no controle. Nenhum pardal cai por terra sem o consentimento do Pai. “E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados.” (Mateus 10:30).

É bom, na verdade, é necessário ser prudente e confiar em Deus.

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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