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“Porém Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, quando o souberam, zombaram de nós, e nos desprezaram, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? Então, lhes respondi: o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.” (Neemias 2:19,20).

Bom dia!

Não há dúvidas de que Deus estava a dirigir Neemias e lhe abriu todas as portas, desde o rei até os moradores de Jerusalém. Convém não esquecer que tudo começou com um coração compassivo que reconheceu o pecado de seu povo e o confessou diante de Deus dia e noite, com choro e jejum.

Não sabemos quanto tempo Neemias passou em oração diante de Deus, porém, sabemos que ele o fez até que Deus lhe deu a oportunidade diante de Artaxerxes e moveu seu coração. De certa forma, ao confessar pecados e apresentar sua súplica, Neemias praticou o ensino de Tiago: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16).

Naquele tempo, muralhas e portas garantiam a segurança e a sobrevivência da cidade. Tudo muito certo, Deus a abrir as portas, os moradores de Jerusalém entenderam a necessidade e a urgência em reparar os muros e as portas da cidade e decidiram enfrentar aquele desafio e reedificar os muros que estavam derrubados a cento e quarenta anos.

Não obstante toda a graça e a providência de Deus, e Neemias ter clara consciência de que, até aquele momento, a boa mão de Deus estivera com ele, a oposição se levantou, pois Israel sempre teve muitos inimigos. Sambalate e Tobias, os moabitas, e Gesém, o arábio, inicialmente se opuseram com zombarias e desprezo, mas, depois, as ameaças foram aumentando.

Não se trata tão somente da clássica resistência à mudanças, mas de oposição ao propósito de Deus. Sempre foi assim, este é o padrão. Na história da redenção, os justos sempre encontraram oposição. Foi assim com o profeta Daniel, que foi lançado na cova dos leões, foi assim com Mordecai, tio de Ester, para o qual Hamã, seu inimigo, preparou uma cilada, construiu uma forca e marcou a data para a destruição do povo de Deus.

No passado e no presente, sempre que Deus se move na terra e ergue seus ministros para cumprir seus propósitos, as trevas se movimentam em oposição. Davi denunciou esse padrão: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.” (Salmos 2:1-3).

É impressionante como reis e príncipes, muitas vezes tradicionais inimigos, fazem coligações para lutar contra Deus e contra seus ministros para impedir sua vontade e se manterem no poder. Sem ignorar os esquemas e as estratégias das trevas, Davi continua: “Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.” (Salmos 2:4,5). Os inimigos de Daniel, os poderosos sátrapas e governadores da Babilônia foram lançados pelo rei Dario na cova dos leões, assim que Daniel foi retirado ileso. Hamã foi enforcado na própria forca que preparou para Mordecai.

Em seu humor e poder, Deus, o nosso Deus ri e zomba de seus inimigos. Como é bom saber que “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” (Salmos 46:11). Sambalate, Tobias e Gesém se levantaram em oposição contra Neemias o qual, sem perder tempo e o foco, respondeu-lhes: “O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.” (Neemias 2:20).

Se o seu coração é reto diante de Deus e sua boa mão está sobre você, não tenha medo, não perca o foco, não dê atenção àqueles que se opõem, e continue a boa obra, pois, “O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito.”

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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