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“Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades.” (Atos 3:26).

Bom dia!

Quando o homem, por sua livre escolha, decidiu desobedecer a Deus, uma catástrofe de proporções inimagináveis se abateu sobre a criação. Tenho certeza de que este foi o pior desastre da história. Como todo grande desastre, ele não veio sozinho, trouxe desastres secundários, terciários e está produzindo tragédias até este presente momento.

O pior desastre, entretanto, aconteceu dentro do homem e ele foi tão sério que Deus o chamou de morte. É o homem entregue a si mesmo, aos seus desejos e paixões. A humanidade que estava em Deus, agora estava só.

Ao refletir sobre a escolha humana, o Apóstolo Paulo avaliou o impacto da tragédia: “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.” (Romanos 1:28-31).

Tendo rejeitado e desobedecido a Deus, o homem não apenas virou-se ao avesso, perverteu-se, mas tem prazer na perversidade. Lembro-me de uma pessoa que vivia escravizada pelo maligno e que eu tentei ajudar. Nós passávamos tempo juntos, orávamos e ele ia embora liberto e tranquilo. Porém, quando nos encontrávamos outra vez, ele estava do mesmo jeito ou pior e, por isso, repetíamos todo o processo. Um dia eu o confrontei mais seriamente a respeito do pecado e de suas escolhas e ele me respondeu: “Ele me dá muito prazer”.

Embora seja o Todo Poderoso, Deus respeita nossas escolhas. Se escolhermos a morte, Ele respeita; se escolhermos virar as costas e ir embora, Ele respeita. Se voltarmos, Ele nos acolhe; se clamarmos, Ele nos responde. Nosso Pai sempre propõe, nunca impõe. Ele poderia obrigar, mas o amor não obriga e Deus é amor: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la.” (Deuteronômio 30:15,16).

Em seu discurso para os israelitas no templo, Pedro, em primeiro lugar, rejeitou a glória que alguém poderia oferecer-lhe e deu a glória para Deus. Em seguida, apresentou-lhes Jesus, o Servo de Deus, a quem eles haviam traído, negado e matado. Porém, disse-lhes Pedro, Deus o ressuscitou dentre os mortos e nós somos testemunhas da ressurreição.

Nos sentimos orgulhosos e privilegiados em Minas Gerais por ter uma Instituição altamente qualificada para responder aos desastres. Nos últimos anos, ela foi testada, aprovada e reconhecida por sua excelência e valor. Se o pecado é o maior desastre da história humana, Jesus é a resposta de Deus para esse desastre e seu equipamento especial para lidar com essa tragédia é a cruz. Deus podia ter escolhido enviar Gabriel para trazer a mensagem de Boas Novas, ou podia ter enviado Miguel para lutar contra os poderes das trevas, mas, por amor, decidiu nos enviar o mais precioso, nos enviou Seu Filho.

Ao finalizar seu discurso no templo, Pedro apelou para que todos se arrependessem e convertessem, para que seus pecados fossem cancelados, pois Deus havia enviado Jesus, em primeiro lugar a eles, para os abençoar, para que cada um deles se apartassem de suas perversidades.

Essa é a redenção que cada ser humano necessita, mas não é capaz de alcançar por si só, por isso, na expressão máxima de seu amor por nós, Deus nos enviou o Resgatador: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (João 3:16,17).

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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