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O GRANDE PODER

“Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados.” (Atos 8:9-13).
Bom dia!
Simão não conhecia o Deus Eterno, mas como toda a humanidade, era inclinado para o sagrado, tinha sede da eternidade e praticava mágica, iludindo a todos. Como ensina Agostinho, Deus criou o homem para si, mas o pecado separou o homem de Deus e o destituiu de sua glória, surgindo, dessa forma, um vazio, uma lacuna no ser humano.
Separado de Deus, perdido e angustiado, o homem busca o sagrado em toda parte e não sabe que somente poderá encontrar o que está a buscar em Deus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” (Mateus 11:28,29).
Simão explorava isso e iludia os samaritanos ao afirmar ser ele mesmo o grande poder. Por meio de seu ocultismo e misticismo, Simão enganava as pessoas que acreditavam nele, do maior ao menor. Não é muito difícil memorizar um discurso que agrade todo mundo, impostar a voz, investir em marketing e, dessa forma, iludir muitas pessoas, por isso, você deve ter cuidado ao se deparar com os grandes poderes.
Por estar cansada, sobrecarregada e sedenta, a humanidade geme, procura alívio para seus males e torna-se presa fácil para aproveitadores e para enganos demoníacos. É fácil encontrar propostas religiosas repletas de promessas e sem nenhuma exigência ética ou moral.
A mensagem do Evangelho, entretanto, começa por denunciar o pecado, a condição de degradação de cada um de nós e a exigir o arrependimento. Seu pressuposto é que todos pecaram, estão sob condenação e precisam de salvação. A Bíblia não faz concessão. Não há negócio com o pecado. Para Deus, sim é sim, não é não. No Evangelho não existem tons de cinza. Certo é certo, errado é errado.
Como é fácil ser enganado por homens e demônios, que se apresentam com lindas e maravilhosas propostas, você pode se proteger fazendo três coisas: Primeiro, é preciso pedir ao Espírito Santo que ilumine seu caminho, lhe dê discernimento e o livre do mal. Você pode fazer isso por meio de sua oração diária. Segundo, você precisa conhecer a Bíblia de tal modo que possa detectar enganos, doutrinas e práticas em desacordo com as Escrituras. Quando encontrá-las, o melhor a fazer é fugir. Terceiro, é preciso saber quem é Jesus para aquela pessoa que diz ser o grande poder.
Para alguns, Jesus é um rabino, para outros, um profeta, um grande moralista, um espírito iluminado e evoluído. As Escrituras, no entanto, com muitas referências, falam, claramente, sobre a divindade de Jesus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1). Os discípulos de Jesus não têm dúvida de que Ele é Deus.
Não tenha medo de fazer perguntas, nem de buscar a Verdade. Não tenha medo de abandonar tudo e começar de novo, principalmente se você descobrir que está seguindo a Simão, o grande poder.
Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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