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O FIM PRINCIPAL DO HOMEM II

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11:36).

“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” (Salmos 73:25).

Bom dia!

É inegável que existe no homem o desejo e a busca pela grandeza. Alguns homens podem fazer isso por soberba, outros, por altruísmo. Uns querem ter poder para exercer influência e controlar; outros desejam ter poder para servir. Infelizmente, não é muito fácil encontrar aqueles que desejam ter poder para servir e, muitos que começam com esse objetivo, acabam por se desviar.

Se escavarmos para buscar a origem desse desejo, chegaremos na proposta original feita por Deus, pois Deus criou o homem para governar. Essa é uma atividade essencialmente humana: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gênesis 1:26-28).

Os verbos e expressões que compõem o mandato de Deus para o homem são inequívocos: Tenha ele domínio, enchei a terra e sujeitai-a, dominai. Não foi apenas o homem que foi criado à imagem e semelhança de Deus, o governo humano na terra devia espelhar o governo de Deus no céu. São dois reinos em harmonia, o Reino Celeste e o reino terrestre.

Esse era o projeto original de Deus, porém, o pecado transtornou tudo e o homem entregou sua posição de governo para o diabo, conforme ele mesmo declarou para Jesus: “E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser.” (Lucas 4:5,6).

Em vez de viver para a glória de Deus e desfrutá-lo, o homem passou a viver para a própria glória e para ter prazer em si mesmo, perdeu-se do propósito original. Em consequência de sua queda, a sede de poder e glória nunca é saciada. Quando consegue o que busca, quer mais, quando tem poder, busca mais e tudo o que consegue, na maioria das vezes, não será benefício para o outro, mas opressão.

Essa é uma equação que, por si só, o homem não consegue resolver. Por essa razão, Jesus veio para libertar o homem dessa cadeia, veio redimi-lo, restaurar sua posição original e devolvê-lo ao propósito inicial: viver para a glória de Deus e ter prazer nele. Não é sem motivo que a primeira pergunta formulada no Breve Catecismo de Westminster é “Qual é o fim principal do homem.” O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, responde.

Quando essa prioridade é restabelecida, a sede é saciada e orientada na direção correta, que é viver para a glória de Deus e ter prazer nele. O poder nunca é um fim em si mesmo, mas um meio para servir a Deus e ao próximo. Livre da corrupção do pecado, restaurada a imagem e semelhança de Deus por meio de Jesus Cristo, sujeitar e dominar nunca serão sinônimos de oprimir e explorar, mas de guardar e de cuidar.

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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