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O DINHEIRO CUSTA CARO

“José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos.” (Atos 4:36,37).

Bom dia!

A Bíblia não dá desconto quando o assunto é dinheiro. Não apresenta qualquer restrição com relação ao rico e à riqueza, mas condena o amor ao dinheiro: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1 Timóteo 6:10).

Jesus e o seu pequeno grupo de discípulos precisavam e faziam uso do dinheiro para suprir suas necessidades. Eles mantinham uma bolsa comum que era guardada por Judas Iscariotes, que amava o dinheiro e vendeu Jesus por trinta moedas.

Sendo um grupo pequeno e vivendo de modo simples, eles não precisavam de muito. Como deixaram tudo para seguir Jesus, os discípulos não tinham dinheiro. Eles eram mantidos por ofertas e não viam nenhum problema nisso.

Lucas relata que Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras mulheres ajudavam a Jesus com os seus bens: “Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens. (Lucas 8:1-3).

Logo no início do ministério dos Apóstolos, uma multidão se converteu e passou a viver praticamente do mesmo modo que os discípulos viviam com Jesus, tendo tudo em comum. Exercitando sua vida cristã em amor e graça, os Apóstolos começaram a socorrer aqueles que tinham necessidades, porém, uma coisa é suprir a necessidade de um grupo pequeno, a outra é cuidar de uma multidão maior do que muitas cidades!

Não foram feitas campanhas, nem coletas especiais para assistência social dos órfãos e viúvas. Lucas nos conta que José, levita de Chipre, a quem os Apóstolos apelidaram de Barnabé, vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o depositou aos pés dos Apóstolos.

Os primeiros discípulos não eram dominados pela cobiça, nem adoravam o dinheiro como um deus. Eles usavam o dinheiro no benefício de todos e chegaram a construir uma comunidade de irmãos na qual ninguém tinha falta de nada. Como bem disse o escritor americano Jim Wallis, “A Bíblia não se importa com a prosperidade; apenas insiste em que ela seja compartilhada.”

Infelizmente esse ideal de vida cristã desapareceu muito rapidamente, pois as gerações que sucederam os apóstolos, à medida que o tempo foi passando, perdeu essa visão. Em vez de amar as pessoas, começaram a amar o poder e o dinheiro; em vez de edificar vidas, os verdadeiros templos do Espírito Santo, passaram a construir edifícios, muitos deles para celebrar seus nomes e ministérios e não para honrar e glorificar a Deus.

Hoje em dia, temos muitas igrejas abastadas e ricas em ouro e prata, mas miseráveis em amor e graça. Ao aconselhar Timóteo a respeito desse importante assunto, Paulo disse-lhe: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.” (1 Timóteo 6:17-19).

Como escreveu o poeta americano Ralph Waldo Emerson (1803 – 1882), “O dinheiro geralmente custa muito caro.” Por isso, como ensinou Davi, espere somente em Deus, pois só Ele é sua rocha e salvação, seu alto refúgio. Confie nele o tempo todo e derrame diante dele seu coração. “Se suas riquezas aumentarem, não façam delas o centro de sua vida.” (Salmos 62:10).

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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