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ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS

“Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida. Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” (Atos 3:14,15).

Bom dia!

Duas coisas me deixam impressionados nos sermões apostólicos: sua simplicidade e seu impacto. Ao falar para sua audiência no templo, Pedro utilizou a mesma estrutura para o discurso: Jesus é o Servo de Deus anunciado pelos profetas; vocês o mataram; disso nós somos testemunhas. O discurso é muito duro: vocês não somente mataram um inocente, mas o trocaram por um homicida.

A multidão reunida em Jerusalém, diante da afirmação de Pilatos sobre a inocência de Jesus e sua oferta para o libertar, escolheu Barrabás, um homicida. Trataram o Santo, o Justo, com injustiça e, por isso, eram culpados: “Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás! Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio.” (Lucas 23:17,18).

Deus nos fez livres para escolher, deu-nos o livre arbítrio. Quando fazemos escolhas, entretanto, nem sempre exercemos essa liberdade. Muitas pessoas de boa índole e de boa fé, são manipuladas e conduzidas a fazer e a escolher coisas que, sozinhas, nunca fariam ou escolheriam. Por isso, ao sermos chamados à razão, temos a oportunidade de refletir e reexaminar as bases de nossas escolhas.

Não há nenhuma desonra em mudar de opinião ou em rever uma decisão tomada de forma precária ou considerada equivocada. Ao contrário, nisso está a virtude.

Surpreendentemente, é comum alguém tomar decisão e fazer escolhas somente porque todo mundo está fazendo a mesma coisa. Pode não parecer, mas acontece, com maior frequência que você pode imaginar. Também é comum alguém tomar decisão ou assumir uma posição com base em um fundamento errado. Você pode fazer uma escolha errada em virtude de ter a convicção de que é a coisa certa a fazer.

Os líderes religiosos, os intérpretes da Lei e os anciãos decidiram, com base em suas convicções e interpretações políticas e religiosas, que era melhor morrer um justo, do que a nação ser sacrificada: “Caifás, porém, um dentre eles, sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vós nada sabeis, nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação.” (João 11:49,50).

Antes de tomar decisões extremas, você precisa examinar bem seus fundamentos e, sobretudo, buscar a direção de Deus, pois nem sempre teremos a oportunidade de rever nossa escolha, nem sempre haverá tempo para arrependimento. É prudente pensar também que até para as pequenas coisas devemos ser cuidadosos. O escritor e político americano Bruce Barton (1886 – 1967) disse, certa vez: “Às vezes, quando considero as tremendas consequências que vêm de pequenas coisas, fico tentado a pensar que não existem pequenas coisas.”

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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