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ELE NÃO ESTÁ MAIS AQUI

“Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto.” (Marcos 16:5,6).

Bom dia!

Antes de começar esta reflexão, quero desejar a todos vocês uma FELIZ PÁSCOA!

Neste ponto, Marcos chegou ao cume de seu Evangelho, o ponto mais elevado dentre todos: a ressurreição de Jesus. A ressurreição é algo tão extraordinário que fere a mentalidade moderna. Porém, mesmo aquele que não aceita o testemunho dos Evangelhos acerca da ressurreição, se olhar, com honestidade, para aquele período, encontrará dois fatos históricos irrefutáveis a respeito da ressurreição de Jesus.

O primeiro diz respeito à existência histórica de Jesus, documentada em fontes externas ao relato bíblico. O segundo se refere ao surgimento de uma comunidade que, mesmo em face de toda a oposição e proibição, começou a falar sobre Jesus. E o que essa comunidade falava sobre Jesus era, especificamente, testemunhar a sua ressurreição. Em pouco tempo, um grupo cada vez maior de crentes foi se espalhando e pregando a mesma mensagem: Jesus ressuscitou.

Esse foi o tema central do primeiro sermão de Pedro, anunciado em Pentecostes: “Sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.” (Atos 2:23,24).

Paulo, da mesma forma, de perseguidor implacável da Igreja, passou a anunciar a ressurreição de Jesus: “E foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Romanos 1:4).

Sem dúvida, a ressurreição é o evento mais relevante e central da mensagem dos seguidores de Jesus. Eles não pregavam sobre o Natal, como gostamos de fazer, mas anunciavam a ressurreição, porque, sem a ressurreição, a fé é esvaziada: “E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.” (1 Coríntios 15:13,14).

Sem a ressurreição Jesus seria apenas mais um mestre da moral ou uma outra figura histórica mais ou menos relevante, como foi Sócrates, por exemplo, que morreu altruisticamente por uma ideia, ou Tiradentes a quem se atribui a frase: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria”.

Em seu tratado sobre a ressurreição, Paulo nos afirma, dentre várias coisas: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (1 Coríntios 15:19).

O insensato pode dizer que é bobagem e até se recusar a crer, mas nós somos testemunhas da ressurreição de Jesus. Sim, em uma linha histórica ininterrupta, desde o testemunho dos Apóstolos, recebemos e transmitimos esta verdade, geração após geração, que Jesus, o Nazareno, que foi crucificado, não está mais no túmulo: Ele está vivo. Jesus ressuscitou!
Se você deseja saber onde Ele está agora, a Bíblia nos informa: Ele recebeu toda autoridade no céu, na terra e debaixo da terra. Está em seu trono, à direita do Pai! Paulo nos faz saber que Deus exerceu o seu poder em Cristo: “Ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” (Efésios 1:20-23).

Ele não está no túmulo. Ressuscitou!
Feliz Páscoa!

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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