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ELE NÃO É LOUCO, NEM ENDEMONIADO

“Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” (Marcos 1:10,11).

Bom dia!

Uma questão essencial para quem é cristão é saber quem é Jesus, pois grande parte das heresias podem ser identificadas ao se perguntar pela identidade de Jesus. A resposta à simples pergunta “quem é Jesus” determina se aquele que responde é, ou não, cristão.

Marcos inicia seu Evangelho chamando a atenção para esse aspecto central da história de Jesus. O evangelista deseja enfatizar a divindade de Jesus quando, ao abrir o texto, declara: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.” (Marcos 1:1). Não há dúvidas para os ouvintes a respeito da divindade de Jesus quando escutam a expressão: “Jesus Cristo, Filho de Deus”.

Ao citar o livro de Isaías, “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Isaías 40:3), e associá-lo a Jesus, Marcos está novamente identificando Jesus com Jeová, o Senhor que Isaías menciona.

Para dirimir qualquer dúvida a respeito de quem é Jesus, Marcos relata os eventos extraordinários que acompanham o batismo: os céus abertos, o Espírito Santo descer sobre Jesus e a voz dos céus declarando: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” (Marcos 1:11).

Muitos outros textos declaram a divindade de Jesus. Dito de uma forma clara, Jesus não é um grande mestre da moralidade, não é mais um profeta, não é um espírito evoluído, nem um grande rabino ou qualquer outro rótulo que desejem lhe dar. Marcos, nos onze primeiros versículos de seu Evangelho, declara quatro vezes a divindade de Jesus: Ele é o Filho de Deus, é aquele para o qual a voz que clama no deserto prepara o caminho, aquele que batiza com o Espírito Santo e o Filho amado, em quem o Pai se compraz. Não há dúvidas: Jesus é Deus.

O apologista cristão, professor, escritor, filósofo e teólogo C. S. Lewis, em sua obra “Cristianismo Puro e Simples”, ao refletir sobre a identidade de Jesus, diz: “Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático — no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus.” (LEWIS, 2005, p. 69,70).

Você pode não acreditar em Jesus, nem ler a Bíblia. Pode dizer o que desejar sobre os discípulos dele e até fugir para não ouvi-lo. Uma coisa, porém, com honestidade, terá de admitir: Jesus não era louco, nem um endemoniado.

REFERÊNCIA

LEWIS, C. S. Cristianismo Puro e Simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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