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RECIPROCIDADE

“E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém e enviou mensageiros que o antecedessem. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe preparar pousada. Mas não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém.” (Lucas 9:51-53).

Bom dia!

Lucas informa que o Senhor, que havia passado grande parte de seu ministério na Galileia, decidiu, firmemente, partir para Jerusalém, onde seria preso, condenado e crucificado. Ao partir, Jesus enviou alguns discípulos na sua frente para preparar-lhes o lugar, mas os samaritanos não lhe honraram e ofereceram pouso, como era o costume. A cena, infelizmente, se repete na vida de Jesus.

Em seu nascimento, não havia lugar para Ele em Belém. Em Gerasa, após curar um jovem possesso de demônios, eles lhe pediram para sair de sua cidade. Por incrível que pareça, a rejeição foi uma das atitudes presentes no relacionamento com Jesus, como escreveu João: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (João 1:10,11).

Jesus não era prioridade, sua mensagem agradava uns, mas desagradava outros. Se você acha que isso mudou e que em nosso tempo há pouso para Jesus, pode ser que esteja enganado. Ainda hoje, o Senhor anda pela cidade procurando lugar de descanso e batendo às portas, mas estamos todos ocupados demais e não queremos ser importunados. Como Jesus nos ama, Ele insiste: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20).

Por que razão os Samaritanos não receberam Jesus? Por rivalidade? Raiva? Preconceito? Inveja? E você? Por qual motivo não lhe abre a porta? Por que não temos tempo para Ele? O que pode ser mais importante que o Senhor? Dinheiro? Novela? Privacidade? Descanso? Ou será apenas que nós não temos tempo para superstições e crendices?

Enquanto meditava neste texto, uma pessoa me disse que havia ateus em sua família e muitas outras pessoas que precisavam de Deus, mas não eram capazes de perceber isso. Infelizmente, é verdade. Por seu amor, Deus nos fez livres para o bem e para o mal, para amá-lo e acolhê-lo ou para desprezá-lo e odiá-lo.

Os samaritanos usaram sua liberdade para fechar a cidade e não receber Jesus. Ontem concluímos nosso seminário sobre oração. Após a segunda palestra, uma pessoa me enviou uma mensagem dizendo que iria sair do seminário. Quando perguntei por que, ela respondeu: “Não tenho tempo.”

Somos livres para administrar nosso tempo e fazer escolhas, livres para confessar Jesus ou negá-lo. Seja como for, Jesus nos faz saber que nossa liberdade terá reciprocidade no céu: “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:32-33

 

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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