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PARA RECEBER A ETERNIDADE

“Em verdade vos digo: onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.” (Marcos 14:9).

Bom dia!

Quando a mulher quebrou o vaso de alabastro com o perfume preciosíssimo sobre a cabeça de Jesus, ela tinha apenas um propósito no coração: honrar ao Senhor. Ela nada fez por recompensa ou troca; não agiu para se mostrar, nem buscava um lugar especial no Reino de Deus.

Apesar de ser uma pessoa simples, como a viúva que ofertou as duas moedinhas, ela não levou em consideração o que havia acumulado, apenas adorou a Jesus e ofereceu-lhe o que de mais precioso possuía. Jesus recebeu sua adoração e lhe concedeu uma honra singular, obtida por poucas pessoas na história da fé.

Na antiguidade, era comum a busca da imortalidade por meio de um ato heroico pelo qual seu autor pudesse ser lembrado. Buscar a imortalidade através da realização de um ato extraordinário constituía o objetivo dos soldados gregos. Na verdade, era sua grande aspiração morrer em combate.

O ideal da bela morte, “kalòs thánatos”, é retratado por Homero (850 a.C.). Segundo o poeta, os heróis gregos, para fugir do esquecimento, desejavam não apenas uma vida gloriosa, mas uma morte gloriosa em combate para que seus feitos fossem cantados pelos poetas. Era a bela morte que dava renome ao guerreiro e o qualificava a ser cantado pelos “aedos” (poetas), recebendo, dessa forma, a imortalidade.

Em Betânia, na casa de Simão, conforme escreveu Marcos, estando Jesus reclinado à mesa, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com um preciosíssimo perfume de nardo puro e, quebrando o vaso, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus. Foi o bastante para Jesus, que nos pede muito menos para nos dar a eternidade.

A parte difícil Ele tomou para si, a mais fácil, deixou para mim e para você. Para receber a eternidade, a Bíblia ensina que devemos morrer para o pecado e viver em Cristo: “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Romanos 6:11).

Qualquer um que deseje receber a eternidade deve, segundo o ensino de Jesus, ser crucificado e perder sua vida: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lucas 9:23,24).

A mulher que ungiu Jesus em Betânia recebeu dupla honra: ser lembrada em toda a terra em razão de seu ato de adoração e recebeu a eternidade. Será que em nossa pequena existência conseguiremos fazer ao Senhor, para sua honra e louvor, um, apenas um ato digno de memória? Algo que não esteja centrado em nós mesmos? Algo pelo qual não esperemos recompensa? Algo que possa surpreender a todos?

O Evangelista Americano D. L. Moody (1837 – 1899), que foi considerado por alguns como o maior evangelista do século XIX, sobre a morte e a vida, disse certa vez: “Algum dia você vai ler nos jornais que D. L. Moody, de East Northfield, está morto. Não acredite em uma palavra! Naquele momento estarei mais vivo do que agora. Eu nasci da carne em 1837 e nasci do Espírito em 1856. O que é nascido da carne pode morrer. O que é nascido do Espírito viverá para sempre.”

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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