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PARA O SENHOR

“Apegando-se ele a Pedro e a João, todo o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão. À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?” (Atos 3:11,12).

Bom dia!

A história de Israel é repleta de milagres e de taumaturgos, homens extraordinários como Elias e Elizeu, que chegaram ao extremo no que diz respeito a realizações de sinais. Jesus, o maior de todos, o Senhor dos senhores, era poderoso em obras e palavras e exercia seu poder não apenas sobre indivíduos, mas sobre as multidões, sobre a natureza e sobre os poderes das trevas.

Apesar de estar familiarizado com a manifestação de poder, pois sua história é repleta de maravilhas, todo o povo, disse Lucas, correu atônito para junto de Pedro e João. Uma nova história estava a começar, um novo tempo, não apenas para o povo judeu, trata-se de uma nova história para toda a humanidade.

Deus, em Cristo, se reconciliou com a humanidade e chama todos para a celebração de uma nova aliança: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30).

Como um simples discurso ou convite provavelmente não atrairia a humanidade sonolenta, Deus concedeu poder aos seus ministros para realizarem sinais e prodígios: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.” (Marcos 16:17,18).

O evangelista e missionário inglês George Müller (1805 – 1898), famoso por sua fé na providência de Deus, disse certa vez: “A fé não opera no reino do possível. Não há glória para Deus naquilo que é humanamente possível. A fé começa onde termina o poder do homem.”

Os milagreiros do Antigo Testamento realizavam sinais como uma forma de demonstração do poder de Deus, mas não utilizavam esses milagres como fundamento para o discurso de boas novas. Na verdade, eles não tinham Boas Novas para dar ao povo. Porém agora, Pedro e João, valendo-se do espanto de todos, anunciaram o começo de uma nova era e convocaram a todos para entrar na nova aliança, por meio do arrependimento.

Diferentemente dos antigos taumaturgos, os Apóstolos afirmaram, de modo claro, que não foi por seu poder ou mérito que os prodígios foram feitos. Muito embora a Igreja insista em celebrar o indivíduo como pleno de poder, Pedro, ele mesmo, nos alertou e advertiu, pronto para iniciar um novo discurso: “Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?” (Atos 3:12).

É provável que a experiência que Pedro havia passado recentemente, seu fracasso em manter o testemunho durante o julgamento de Jesus, o tenha convencido de que era melhor se apoiar na misericórdia e no poder de Deus, do que confiar na própria força.

Da mesma forma que Pedro, eu e você precisamos aprender que somos apenas vasos de barro, instrumentos para a glória de Deus: “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Romanos 14:7,8).

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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