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CONFRONTO DE PODER NO PARAÍSO DAS PIABAS

“Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” (Atos 4:31).

Bom dia!

Não faz muitos dias, as redes sociais entraram em polvorosa e muitos jornais noticiaram um fato acontecido no município de Ribeirão da Neves, especificamente em um lugar chamado Paraíso das Piabas. Um grupo de cristãos estava acampado em um monte para orar, quando foi surpreendido por dois assaltantes. Reagindo ao assalto, o pastor disse para os assaltantes, conforme foi registrado na ocorrência: “Jovem, não faça isso. Jesus te Ama. Nós somos homens de Deus.” Nesse instante, continua o boletim, “o autor caiu ao chão, vindo a óbito no local, tendo uma morte súbita.”

Logo no começo de seu ministério, Jesus entrou na sinagoga em Nazaré, em um sábado, e se levantou para ler o livro do profeta Isaías. Abrindo o rolo, Ele leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.” (Lucas 4:18,19).

Quando estava concluindo seu ministério terreno, Jesus soprou o Espírito sobre seus discípulos (João 20:22) e, depois, ao ascender, lhes ordenou que permanecessem em Jerusalém até serem revestidos de poder. Em Pentecostes, os discípulos de Jesus foram ungidos com o mesmo Espírito que Jesus, o Espírito Santo e foram revestidos de poder.

Assim como aconteceu com o Mestre, os discípulos receberam autoridade para evangelizar os pobres, libertar os cativos, restaurar vista aos cegos, libertar os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor. A conversão de milhares, a cura do coxo e o enfrentamento das autoridades são consequências da unção, da capacitação e do poder do Espírito Santo na vida dos discípulos.

Ameaçados pelos poderosos de Jerusalém, eles oraram ao Senhor, decididos a desobedecer às ordens. Ao concluírem a oração, o lugar foi sacudido pelo poder de Deus e os discípulos ficaram, novamente, cheios do Espírito Santo. O revestimento de poder do Espírito Santo é uma característica normal dos crentes, que, infelizmente, a Igreja contemporânea tem resistido e rejeitado.

Hoje pela manhã, enquanto folheava o Instagram, deparei com uma postagem que dizia: “Você quer culto de libertação de verdade? Então vá a um culto que tenha estudo bíblico.” Essa é uma verdade bíblica, mas não é toda a verdade. A Bíblia diz “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32), porém, também diz: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.” (Marcos 16:17,18).

Algumas pessoas selecionam a parte da Bíblia na qual acreditarão e vivem sua vida de acordo com essa escolha. Jesus, no entanto, disse: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (João 14:12).

O padrão de normalidade dos discípulos de Jesus, esperado e proposto por Deus, é sermos cheios do Espírito Santo. Se não vivemos assim, não estamos a viver a vida cristã em plenitude. Acredito que deve ser a meta de todo discípulo de Jesus buscar essa vida excelente: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito.” (Efésios 5:18).

Há batalhas que só conseguiremos vencer se andarmos no poder do Espírito Santo. A primeira geração de discípulos vivia assim: “Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão. Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles. Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados.” (Atos 5:12-16).

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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