A PREPARAR A PÁSCOA

“E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa?” (Marcos 14:12).

Bom dia!

Para sustentar o vício, entrei há algum tempo, em uma loja para comprar chocolate. O local estava cheio de pessoas para comprar “ovos da Páscoa”, cada um maior e mais caro do que o outro. Um pouco antes, tinha entrado em outra loja e perguntado se havia chocolate sem lactose e o atendente me respondeu: “Temos somente ovos de Páscoa sem lactose”.

Nessa grande operação para a redenção da humanidade, uma coisa que o inimigo não faz é ficar quieto e, se há algo que o inimigo do Evangelho sabe fazer é torcer a verdade da Escritura, criar distrações e envolver as pessoas em mentiras. Não foi sem razão que Jesus o chamou de pai da mentira: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44).

A Páscoa faz parte do conjunto de festas chamadas de “Festas de Peregrinação”. Não importa onde vivessem, nesta data, os Judeus deveriam fazer uma peregrinação até o Templo.

Atualmente, como o Templo não existe, os Judeus comemoram a festa onde quer que estejam, não apenas como lembrança, mas como afirmação de suas crenças, de sua identidade e em obediência à ordenação de Deus.

São três as festas de peregrinação: a Páscoa, na qual comemoram a libertação da escravidão no Egito e o nascimento da nação judaica; “Shavuót”, quando comemoram a entrega da Torah; e “Sucót”, a Festa dos Tabernáculos.

A Páscoa é celebrada em associação com a Festa dos Pães Asmos. A Páscoa começa no dia 14 do primeiro mês do ano judaico (Nisã) com o sacrifício do Cordeiro Pascal e se prolonga até às primeiras horas do dia 15, quando se inicia a Festas dos Pães Asmos, que comemora a saída do Egito, e se prolonga até o dia 21 de Nisã.

Há três mil anos, aproximadamente, os Judeus, obedecem a Deus e celebram a Páscoa. Jesus, que veio para cumprir a Lei, celebrava a Páscoa, por isso, ordenou a Pedro e João que lhes preparassem a Páscoa, que é, tradicionalmente, uma festa alegre, ordenada no livro de Êxodo: “Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor.” (Êxodo 12:11).

Diferente das demais festas religiosas, a Páscoa é celebrada em casa, o primeiro e mais importante templo, local onde a fé é ensinada e transmitida, onde se aprende a temer e a amar a Deus: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Êxodo 6:6,7).

Para celebrar a Páscoa, Deus ordenou os Judeus sacrificarem um cordeiro, macho, perfeito, com um ano de idade e passarem seu sangue nas ombreiras e vergas das portas. Dentro da perspectiva do plano de Deus, a Páscoa apontava, como um tipo, o Cordeiro de Deus que ofereceria o sacrifício definitivo para libertar a humanidade do poder do pecado.

Embora os discípulos soubessem da declaração de João Batista a respeito de Jesus (“eis o Cordeiro de Deus”), ao se reunirem para celebrar a Páscoa, eles ainda não haviam compreendido que Jesus era o Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5:7) que, em poucos dias, seria oferecido em sacrifício para remissão de nossos pecados.

É assim mesmo, nem sempre discernimos o tempo e o modo de Deus. Envolvidos pelo espírito do tempo em que vivemos, ficamos perdidos, distraídos ou dormindo, sem compreender o propósito de Deus: “Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois.” (João 13:7). Não foi sem razão que Jesus nos chamou à vigilância. Estamos em guerra, a viver numa grande operação de resgate e, se estivermos desatentos, podemos perder a oportunidade: “O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!” (Marcos 13:37).

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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