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A CONSOLAÇÃO DAS ESCRITURAS

“Pois tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4).

Bom dia!

Já contei, muitas vezes, que sou um leitor tardio das Escrituras. A primeira vez que abri a Bíblia para ler eu tinha vinte e oito anos. Alguém pode pensar que travo batalhas contra os livros, mas não é verdade. Sempre gostei de ler. Comecei a ler revistas em quadrinhos quando criança e nunca mais parei.

Quando estudava no Colégio Tiradentes, gostava de entrar na escola pela biblioteca, onde sempre escolhia um livro para ler. Certo dia, determinaram que eu comparecesse à biblioteca. Fui para lá preocupado, a pensar se não havia esquecido de devolver algum livro. Quando cheguei, a bibliotecária me entregou um livro de presente, pois eu havia sido a pessoa que mais havia lido naquele ano.

Apesar do prazer em ler, comecei a ler o livro mais importante da história humana somente aos vinte oitos anos. Embora algumas pessoas ignorem ou nem pensem nisso, a Bíblia foi escrita para nós, não para os anjos ou demônios, foi escrita, como disse o apóstolo, para nossa consolação e esperança.

Penso na Bíblia como uma longa carta de amor escrita pelo Pai Amoroso aos seus filhos amados e, por essa razão, não tenho nenhum constrangimento em pensar que tudo, absolutamente tudo o que nela está escrito, foi escrito para mim.

Essa maravilhosa Carta de Amor está repleta de palavras de ensino, encorajamento, exortação, consolação e tudo o que é útil e necessário para nos ensinar a maneira certa de viver: “Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.” (2 Timóteo 3:16,17).

De vez em quando, ouço alguém criticar a Escritura e dizer: “Isso foi escrito por homens.” Quando ouço isso, penso que a pessoa não está ouvindo o que fala, pois tudo o que foi escrito, foi escrito por homens. Há, claro, umas pequenas exceções, bem pequenas, como o caso registrado no livro do profeta Daniel, quando Belsazar, o ímpio rei da Babilônia e seus convidados, durante um banquete em que profanavam os utensílios da Casa de Deus e louvavam seus deuses, viram, em frente do candelabro, uma mão de homem escrever na parede seu juízo e sentença: “Mene, Mene, Tequel e Parsim.”

Paulo deseja nos consolar e encorajar ao dizer: “Tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4).

Virtude, sentimento ou crença, a esperança é absolutamente necessária em nossa peregrinação. Seja em tempos de estabilidade ou de grande agitação, ela nos ajuda, com a graça do Espírito Santo e a consolação das Escrituras, a perseverar.

Passei a usufruir tardiamente da consolação das Escrituras, porém, após encontrá-la, nunca mais a deixei. Em suas confissões, Agostinho registrou o momento no qual, em meio às suas aflições e angústias, ouviu a voz de alguém, menino ou menina, dizer: “Toma e lê, toma e lê.” Segundo confessou, Agostinho tomou a Escritura, abriu e leu: “Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.” (Romanos 13:13,14).

Aquele que havia dito a Deus “Dá-me a castidade e a continência, mas que não seja para já,” compreendeu tudo e foi transformado quando tomou a Escritura e leu dois versos da carta aos Romanos. Se você estiver retardando essa leitura, ignorando essa linda carta de amor escrita para você, escute, agora a voz do Espírito Santo a dizer: “Toma e lê, toma e lê.”

Cel. Cícero Nunes

Cel. Cícero Nunes

Professor Estudo Bíblico

Cícero Nunes Moreira é casado com Cibele Mattiello da Rocha Moreira. Ordenado ao ministério sacerdotal há vinte e cinco anos, autor e Pastor na Igreja Evangélica Vida com com Cristo e capelão voluntário na Policia Militar de Minas Gerais com atuação, principalmente na Academia de Policia Militar e no Hospital da Policia Militar. Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas e Coronel do Quadro de Oficiais da Reserva. Autor do Livro Religião e Direitos Humanos na Policia Militar e Segue-me! Conectando-se ao Evangelho de Lucas.

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